Reversão da Cirurgia Bariátrica: Indicações

Indicação para Reversão da Cirurgia Bariátrica

A Cirurgia Bariátrica é uma forte aliada no tratamento da obesidade. Hoje dispomos de várias técnicas cirúrgicas que podem ser utilizadas para controlar o peso e as doenças (comorbidades) associadas à ela.

Não existe uma técnica melhor que a outra, mas a técnica que melhor se adequa ao perfil comportamental do paciente obeso. Um fator fundamental para a eficiência cirúrgica é a experiência do médico cirurgião com a técnica que ele indica para os seus pacientes.

Cabe ressaltar que não existe milagre com a Cirurgia Bariátrica e o médico não pode garantir resultados de sucesso e muito menos induzir o paciente a fazer cirurgia, afinal, esses procedimentos são de grande porte devido à complexidade clínica que geralmente acompanham o paciente obeso, como diabetes, hipertensão arterial, níveis elevados de colesterol e triglicérides, histórico de procedimentos cardíacos, dentre outros..




Apesar da consagração da Cirurgia Bariátrica nos dias de hoje sabemos que uma pequena parcela de pacientes submetidos a esse tipo de procedimento cirúrgico pode evoluir com complicações, podendo ser simples ou até mesmo graves, colocando a vida do paciente em risco.

As complicações em Cirurgia Bariátrica podem ocorrer no pós operatório imediato (logo após ou alguns dias após a cirurgia) ou tardio (meses ou anos após a cirurgia).

Por isso, a equipe multidisciplinar tem um papel muito importante no pré operatório do paciente obeso, principalmente na avaliação do perfil comportamental do paciente, pois esse pode ser um dos fatores determinantes para que o paciente tenha sucesso ou não após a Cirurgia Bariátrica.

Algumas vezes, somente a Reversão da Cirurgia Bariátrica pode solucionar algumas complicações, porém nem todas as cirurgias podem ser revertidas.


A Reversão da Cirurgia Bariátrica está indicada para pacientes que apresentam complicações que não estão passíveis de controle através de tratamento clínico. As principais intercorrências que levam o paciente a querer reverter a Cirurgia de Redução de Estômago são:

Náuseas e vômitos constantes

Podem ocorrer eventualmente em alguns pacientes e,nesses casos, é possível o aparecimento de deficiências de vitaminas, principalmente aquelas do complexo “B” e pode deixar sequelas neurológicas (Síndrome de Wenicke).

Complicações com anel do estômago

Pode ocorrer ruptura do anel, escorregamento com obstrução ou erosão do estômago, com entrada do anel para dentro do estômago, podendo piorar ainda mais os vômitos do paciente.




Estenose da Anastomose

Significa uma redução da anastomose que permite a passagem de alimentos do estômago para o intestino.

Síndrome de Dumping

Consiste na passagem rápida do estômago reduzido para o intestino delgado levando a mal-estar e sensação de morte iminente. Clinicamente pode ser tratada com a proibição de alimentos concentrados e doces, mas, caso o paciente não se adapte a essas regras clinicas, a reversão poderá ser a solução para essa complicação.

Desnutrição e emagrecimento excessivo

Pacientes que começam a perder peso de forma exagerada e começam a apresentar alterações nas taxas de proteínas.

Complicações Metabólicas

A deficiência de ferro (anemia ferropriva) e vitamina B12 são as mais comuns. Caso a reposição dessas vitaminas não tenha efeito, então o paciente poderá pensar na possibilidade de Reversão da Cirurgia Bariátrica.

Transtornos Psiquiátricos

Transtornos alimentares (Bulimia Cirúrgica), abuso de ácool (alcoolismo), depressão (pensamentos suicidas) podem ocorrer em uma pequena parcela de pacientes submetidos a Cirurgia Bariátrica.


Em caso de falha do tratamento psiquiátrico e ou psicológico, o paciente poderá pensar na possibilidade de submeter-se a Reversão da Cirurgia Bariátrica.

Por isso, a necessidade de uma avaliação criteriosa do paciente obeso, do ponto de vista psiquiátrico e psicológico, antes de ser liberado para realizar a Cirurgia de Redução de Estômago (Gastroplástia, ou Bypass Gástrico ou também chamada de Fobi Capela).

Engordar novamente pós-cirurgia

É importante lembrarmos que essas complicações não são frequentes e geralmente estão relacionadas ao mau comportamento do paciente durante o pós operatório.

Pacientes que não realizam exames pós operatórios, não mudam os hábitos alimentares e não fazem as reposições de nutrientes e vitaminas de forma adequada apresentam chances maiores de desenvolverem tais complicações.


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